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MINISTÉRIO DA CIDADANIA – AUXÍLIO BRASIL.

Alanny Santos corre pelo sonho paralímpico com suporte do Auxílio Brasil e exemplo do primo.

De Orocó (PE) ao CT Paralímpico de São Paulo, do Auxílio Brasil à Bolsa Atleta, a jovem atleta e Nonato, tricampeão paralímpico no futebol de cinco, têm mais que o parentesco em comum.

Alanny Santos com uma das medalhas que conquistou no CT Paralímpico. Foto: CPB

Dos campos da zona rural de Orocó (PE) para os de Petrolina (PE), depois São Paulo e o mundo. Em dois anos, Raimundo Nonato Mendes saiu do sertão nordestino para disputar sua primeira Paralimpíada em Londres, 2012, pela seleção de futebol de 5. Ídolo de Allanny Sthefany Santos da Silva, sua prima, o atleta serve de modelo para a jovem esportista do atletismo, que ganhou três ouros nos Jogos Escolares Paralímpicos em 2021 e passou a receber o Auxílio Brasil – Esporte Escolar.

“Ela era pequenininha, começou a brincar no campo, competir na rua, ganhou… Estão aqui as medalhinhas dela desde o início (foto abaixo ). De lá para cá, não parou mais não”, conta Silvany Santos da Silva, mãe de Alanny, atleta que conheceu São Paulo aos 16 anos. “Fiquei surpresa, não sabia que era tão grande”, recorda.

Pela primeira vez na capital paulista, ela foi ao Centro de Treinamento Paralímpico para vencer as três provas que disputou (salto em distância, 250m e 1.000m nas classes T20 e F20, para deficientes intelectuais). Surpresa similar à de conhecer a cidade Alanny teve com seu desempenho: “Não esperava ganhar, fiquei até chocada”, comentou.

Em boa hora

O resultado garantiu à família da pernambucana o Auxílio Brasil na modalidade Esporte Escolar, com parcela única de R$ 1.000, paga em dezembro, e 12 mensais de R$ 100, que a atleta vem recebendo.  Ajuda que veio em boa hora, segundo Silvany, 34 anos, que investe na carreira da filha. “Toda vez que ela vai viajar tem que organizar o material, tênis, essas coisas. Fiquei muito agradecida por disponibilizarem esse dinheiro, essa bolsa”.

Silvany soube das vitórias da filha por meio de uma mensagem de Adriano Cunha, professor de educação física de Alany na Escola Poeta Carlos Drummond de Andrade, onde ela faz o primeiro ano do ensino médio e treina.  O docente acompanhou a delegação do colégio de Petrolina nos Jogos Escolares Paralímpicos. A equipe voltou com seis medalhistas de São Paulo.

“Eu sou mole, só fiz chorar. Como a gente tem um grupo que o professor fez, estava no Youtube, site, todo canto. No dia eu estava sem celular, estava descarregado, vi pelo celular de uma colega, aí me deram parabéns, emoção mesmo”, descreve Silvany.

Suporte do BPC

Mãe de outros três filhos, todos com deficiência, ela também recebe do Governo Federal dois Benefícios de Prestação Continuada (BPC), no valor de um salário mínimo cada. Com o exemplo do parente, medalha de ouro nas Paralimpíadas de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021, a dona de casa se desdobra para que a filha possa seguir o mesmo caminho.

“Eu nunca tive oportunidade como ela está tendo agora. O que eu puder apoiar, é tudo. O telefone toca, é sobre Alanny, corro atrás de papel, documentação, reunião, o que precisar. É um sonho dela, tenho que ajudar”, completa Silvany.

Nonato celebra o gol do título brasileiro no futebol de cinco nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Foto: Ale Cabral/ CPB

 
 

Bolsa Atleta

Raimundo Nonato sabe a importância que esse tipo de benefício tem na vida de um desportista, principalmente de quem está começando. “É um incentivo grande para o atleta iniciante. Além da parte mental, de fazer acreditar em si mesmo, tem a financeira, para ter condições de se dedicar ao esporte”, destacou o ala da seleção de futebol de 5, modalidade voltada para deficientes visuais. Ele recebe Bolsa Atleta desde 2013 e já se inscreveu no edital 2022.

“A Bolsa Atleta é muito importante. Permite que a gente possa ter condições de treinar, ajuda muito para prover uma alimentação adequada, suplementação, tudo que o atleta precisa para estar em altíssimo nível”, completou o jogador de 34 anos, que nasceu praticamente cego devido a uma retinose.

Autor do gol na vitória por 1 x 0 sobre a Argentina na final das Paralimpíadas de Tóquio 2021, que deu o quinto ouro consecutivo ao Brasil – único país campeão da modalidade na história dos Jogos -, Raimundo experimentou grande repercussão pelo feito histórico. “Fiquei honrado em fazer o gol do título. Depois que a adrenalina baixa a gente pensa em tudo, mas na hora é só comemorar”.

Sensação que a prima teve ao voltar de outros Jogos, os Escolares. “Mudou muito a vida depois de São Paulo. Aqui na minha cidade fiquei famosa, o pessoal chegava para falar comigo, me dava os parabéns”, afirmou Allanny, que dois meses depois, repetia o feito de Raimundo ao subir no lugar mais alto do pódio.

Incentivo na base

O Auxílio Brasil Esporte Escolar é um dos benefícios complementares do novo programa permanente de transferência de renda do Governo Federal. O pagamento é feito a estudantes que se destacam em competições oficiais do Sistema dos Jogos Escolares Brasileiros.

Ao todo, 1.404 alunos de 12 a 17 anos incompletos receberam a parcela única de R$ 1.000 e terão direito a 12 parcelas mensais de R$ 100, que começaram a ser pagas em dezembro.

Os estudantes contemplados conquistaram até a terceira colocação em modalidades individuais ou coletivas, em 14 competições estaduais, distritais e nacionais realizadas ao longo de 2021.

Do total de atletas, 1.023 competiram nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s), realizados entre 31 de outubro e 5 de novembro, no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, e 121 participaram das Paralimpíadas Escolares, promovidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro de 23 a 26 de novembro, em São Paulo.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania

Tags: Auxílio Brasil Esporte EscolarBenefício de Prestação ContinuadaBolsa AtletaBPC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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