
Espírito Santo mantém liderança e sustenta recorde histórico nas exportações de rochas naturais em 2025

Estado registra o maior faturamento de sua história no setor e responde por quase 80% das exportações brasileiras de rochas. Serra e Cachoeiro de Itapemirim somam mais de US$ 730 milhões em exportações, concentrando cerca de 64% do faturamento capixaba.
Vitória (ES), 16 de janeiro de 2026 – O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas para o setor brasileiro de rochas naturais, com o Espírito Santo mantendo-se na liderança e exercendo papel central nesse resultado. Dos US$ 1,48 bilhão exportados pelo Brasil, US$ 1,16 bilhão tiveram origem no território capixaba, o equivalente a 78,5% de participação nacional, consolidando o estado como principal polo exportador do país, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%) ocupam as duas posições seguintes.
O valor representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024 e configura o maior faturamento da história do Espírito Santo no setor, mesmo em um ano marcado por desafios no comércio internacional, como a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos. O resultado está associado, sobretudo, à robustez da base produtiva capixaba, que concentra atividades de extração e beneficiamento, além da capacidade das empresas locais de se adaptar a diferentes mercados e perfis de demanda.
No mix de produtos exportados pelos capixabas, os quartzitos assumiram papel ainda mais estratégico em 2025, com US$ 703,3 milhões exportados (+32,5%), compensando a retração observada em materiais como granito (-10,1%) e mármore (-7,0%). Esse movimento reflete tanto mudanças na demanda internacional quanto ajustes comerciais provocados pelo novo cenário tarifário, evidenciando a capacidade de adaptação da indústria capixaba.
“Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Para as empresas focadas exclusivamente na extração desses produtos, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor”, analisa Tales Machado, presidente da Centrorochas.
Os Estados Unidos seguiram como principal destino das exportações capixabas, com US$ 744,2 milhões em compras (+10,7%), mantendo o estado fortemente conectado ao maior mercado consumidor mundial. China (+3,8%), México (3,0%), Itália (9,6%), Canadá (26,7%) e Espanha (81,6%) completam a lista dos principais destinos, todos com crescimento nas importações, o que reforça a diversificação de mercados e a competitividade internacional das empresas do Espírito Santo.
Serra lidera; Cachoeiro mantém força exportadora
Serra e Cachoeiro de Itapemirim concentraram a maior parcela das exportações capixabas e mantiveram a liderança no ranking entre os maiores municípios exportadores. A Serra respondeu por 33,4% do valor exportado, com US$ 381,7 milhões, enquanto Cachoeiro de Itapemirim somou US$ 355,6 milhões, equivalente a 31,1%, ambos com crescimento próximo a 20% em relação ao ano anterior.
Além dos polos consolidados, outros municípios capixabas se destacaram pelo ritmo de expansão. Cariacica registrou alta de 39,3% nas exportações, refletindo avanço em volume e preço médio, enquanto Castelo (+29,8%) e Atílio Vivacqua (+23,8%) também apresentaram crescimento acima da média estadual.

Karina Porto Firme
Head de Comunicação da Centrorochas
comunicacao@centrorochas.org.br