Dayanne Endlich Silvério é advogada previdenciarista, especialista em INSS
A especialista explica que o objetivo principal dessa aproximação é a validação de dados. O olho no olho serve para garantir que as informações do papel reflitam, de forma justa e fiel, a real situação socioeconômica de cada família, situação socioeconômica de cada família. Esse pente-fino, inclusive, ficou ainda mais rigoroso para quem mora sozinho: desde as últimas mudanças no CadÚnico, as chamadas famílias unipessoais passaram a ser monitoradas de perto para evitar fraudes.
“É importante que as pessoas compreendam que a visita domiciliar não significa perda automática do benefício. Trata-se de um procedimento utilizado para verificar informações, atualizar dados familiares e assegurar a regularidade dos cadastros”, explica a advogada.
Dados atualizados
A advogada Dayanne Endlich Silvério alerta que os profissionais responsáveis pela fiscalização devem estar devidamente identificados e que os beneficiários têm o direito de solicitar essa identificação antes de fornecer qualquer informação.
Outro ponto de atenção é a necessidade de manter o CadÚnico sempre atualizado. Segundo a advogada previdenciarista, o cruzamento de dados entre órgãos públicos tem se tornado cada vez mais frequente, o que aumenta a importância de informar corretamente mudanças de endereço, composição familiar, renda e outras informações relevantes. “Manter os dados atualizados é uma das principais formas de evitar bloqueios, suspensões ou outras intercorrências relacionadas ao benefício”, ressalta.
Essencial para a sobrevivência de milhares de idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, o BPC/LOAS exige atenção redobrada com a burocracia. Qualquer mudança na família, como um novo emprego ou a mudança de um parente, por exemplo, deve ser informada imediatamente ao CRAS para manter o benefício ativo e sem pendências. “A atualização cadastral é uma etapa importante da política de assistência social e deve ser encarada como uma ferramenta de transparência e organização, não como motivo para preocupação antecipada”, conclui.
Dje Martins
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Márcia Almeida
Golden Assessoria de Comunicação
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