Com tema inspirado no universo dos games, tradicional Festança do Instituto Ponte celebra 12 anos de impacto

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Encontro no Teatro Universitário da Ufes reuniu mais de 500 pessoas no último sábado (12) para comemorar o alcance de mais de 700 jovens atendidos pelo programa

 

Para comemorar seus 12 anos, o Instituto Ponte reuniu cerca de 530 pessoas, entre alunos, ex-alunos, famílias, parceiros e voluntários, na tradicional “Festança IP”, realizada no último sábado (12), no Teatro Universitário da Ufes. O encontro celebrou a trajetória da organização, que já conectou 718 jovens talentos em situação de vulnerabilidade social à educação de excelência e que conta, atualmente, com 166 alunos cursando o ensino superior. À tarde, os estudantes seguiram para uma programação recreativa no Clube Álvares Cabral.
Com o tema “Next Level: Ascensão Social – 12 anos acelerando futuros”, a cerimônia foi conduzida pelas alunas Isabela Favario (16) e Rafaelle Oliveira (15), que guiaram a narrativa como uma jornada inspirada no universo dos games. Cada “fase” da programação representou uma etapa vivida pelos estudantes na busca pela mobilidade social: da entrada no programa à aprovação nas melhores universidades do país e do exterior.
No “start”, Vânia Goulart, da empresa Selecta, voluntária e apoiadora de serviços do Instituto Ponte, compartilhou sua trajetória e recebeu uma homenagem preparada pelos alunos. Fabrício Silva, diretor do Centro Educacional Charles Darwin, também foi homenageado, ao falar sobre os dez anos de parceria entre a escola e o Instituto.
Entre os destaques da manhã esteve a história de Lucas Antônio, aluno do programa, exemplo de evolução dentro do projeto, reconhecido por suas aprovações em Geologia na Ufes e em Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ex-aluna Priscila Falcão, hoje engenheira de dados em São Paulo, também contou como sua passagem pelo Instituto contribuiu para transformar sua trajetória e a realidade de sua família.
Em sua fala, Bartira Almeida, presidente e fundadora do Instituto Ponte, comemorou o recorde de jovens ingressos este ano, com 141 novos alunos e famílias sonhando com a oportunidade de ascensão social em uma geração, superando a marca de 113 selecionados em 2025. Ela também destacou a força da rede de apoio: “Estar aqui hoje é ver algo que ajudei a construir e que continua crescendo de forma autônoma. É ver os alunos que um dia precisaram do Instituto Ponte apoiando as próximas gerações. É observar outras pessoas assumindo responsabilidades, tomando decisões, mobilizando recursos e impulsionando nosso propósito. O melhor de tudo é poder olhar para tudo isso e pensar: agora não é mais ‘meu’; é de vocês.”
Transformando uma geração
Ao receber o diploma, o jovem atendido pelo Instituto Ponte passa a ganhar, em média, sete vezes mais do que a renda per capita da família quando ele entrou no programa. Esse avanço se reflete também na taxa de empregabilidade: 94% dos formados pelo programa estão ativos e inseridos no mercado de trabalho formal. Ao todo, a iniciativa já conectou 718 alunos de baixa renda à educação de alta performance e conta atualmente com 166 jovens cursando o ensino superior.
Com atuação em 19 estados brasileiros, o principal mecanismo para impulsionar os talentos das periferias é o Pro Bono Escolar. Nessa modalidade, instituições privadas cedem vagas em salas de aula de referência no país, enquanto o programa seleciona os perfis de elevado desempenho, mas que não têm condições financeiras de arcar com as mensalidades. Em 12 anos, 132 parceiros já viabilizaram 963 bolsas estudantis, sendo 427 para o ensino fundamental e médio, 436 para cursos de idiomas e 100 para pré-vestibulares. Ao todo, isso representa um investimento estimado em R$ 53 milhões.
E o suporte não se limita às bolsas. Com o apoio de equipe própria e de outros 596 voluntários durante toda a sua trajetória, o Instituto Ponte oferece também reforço pedagógico, atendimento psicológico, além de acesso a material didático, uniforme, alimentação e auxílio-transporte. O resultado desse acompanhamento integral reflete-se na taxa de retenção de 81%, garantindo a permanência dos jovens na escola.
Em 12 anos, o Instituto já ajudou 17 alunos a se formarem no ensino superior. Em 2028, a expectativa é que alcance mais de 100 formados, um salto de quase seis vezes mais.
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Por Duda Moro 
C2 Comunicação com Conteúdo