
Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorchas, e Kristina Rosales durante agenda em Washington, D.C
Tarifas permanecem entre as prioridades, enquanto agenda avança na aproximação com a cadeia americana e abre discussões sobre internacionalização, infraestrutura e maior presença institucional no país.
Washington, D.C., 18 de setembro de 2026 – A agenda do setor brasileiro de rochas naturais nos Estados Unidos está se ampliando. Após três dias de reuniões em Washington, D.C., as tarifas seguem entre as prioridades, enquanto avançam discussões sobre maior integração com a cadeia norte-americana, internacionalização e presença institucional no país.
Realizada entre 15 e 17 de setembro, a missão foi promovida pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do projeto setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone. Participaram Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas, e Kristina Rosales, responsável pelo escritório de advocacy que representa o setor em Washington.
Durante os três dias, foram realizadas reuniões no Congresso norte-americano, U.S. Department of Commerce, U.S. Department of State, Embaixada do Brasil, U.S. Chamber of Commerce/Brazil-U.S. Business Council e Atlantic Council, além de encontros com outros interlocutores ligados às relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.
Entre os principais desdobramentos está a necessidade de ampliar a participação de empresas e entidades norte-americanas nas discussões que envolvem o setor. A maior parte das rochas brasileiras chega aos EUA em chapas semimanufaturadas e segue por etapas de fabricação, distribuição e instalação no próprio país. Assim, questões que afetam a competitividade dos materiais brasileiros também repercutem sobre importadores, distribuidores, fabricantes e instaladores americanos. Um dos próximos passos será ampliar a articulação com esses atores, trazendo empresas e entidades norte-americanas para mais perto das discussões que afetam a competitividade do setor.
“A questão tarifária intensificou nossa atuação em Washington, mas nosso trabalho não pode terminar aí. Ela continua sendo uma prioridade, ao mesmo tempo em que essa sequência de agendas vem mostrando que existe uma relação muito mais ampla a ser construída. Precisamos nos aproximar mais da cadeia americana, ampliar o entendimento sobre a importância dos nossos materiais para esse mercado e construir uma presença institucional contínua. Isso amplia nossa participação nas discussões que afetam a competitividade do setor e também pode abrir novas oportunidades para as empresas brasileiras”, afirma Fábio Cruz.
Housing affordability entra na agenda
A relação entre a competitividade das rochas brasileiras e o housing affordability (a acessibilidade econômica da moradia nos EUA) ganhou força ao longo da missão, especialmente nas conversas no Senado. Como grande parte dos materiais continua sendo processada, distribuída e instalada depois de chegar aos EUA, eventuais aumentos de custos não ficam restritos ao exportador brasileiro: alcançam empresas e profissionais americanos e podem repercutir sobre os insumos utilizados na construção residencial.
“Quando mostramos que a rocha brasileira continua movimentando uma cadeia econômica depois que chega aos EUA, a discussão deixa de ser apenas sobre importação. Ela passa também pela competitividade das empresas americanas e pelo custo da construção no país”, completa Fábio.
Novos caminhos para a atuação nos EUA
A agenda tarifária também teve um encaminhamento concreto. No U.S. Department of State, foi solicitado ao setor o envio dos códigos tarifários considerados prioritários e dos materiais técnicos já apresentados ao USTR, para dar continuidade ao diálogo pelos canais internos do governo norte-americano.
Em paralelo, começam a ser avaliados caminhos para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado e aproximá-las ainda mais da cadeia local. A discussão avançou no U.S. Department of Commerce e será aprofundada pelo setor.
Outra frente surgiu nas conversas com o Atlantic Council, envolvendo infraestrutura e investimentos como elementos capazes de contribuir para a ampliação do comércio entre Brasil e Estados Unidos. A discussão ainda é inicial, mas abre espaço para novos desdobramentos na agenda institucional do setor.
Sobre o It’s Natural – Brazilian Natural Stone
O It’s Natural – Brazilian Natural Stone é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O programa tem por objetivos estimular e aumentar as exportações de rochas naturais brasileiras, através de um conjunto de ações estratégicas de internacionalização com ações de promoção, fortalecimento da imagem e desenvolvimento do setor no mercado mundial. As empresas interessadas em fazer parte do projeto devem acessar https://podio.com/webforms/26378838/1995038 realizar cadastro gratuito.
Sobre a Centrorochas
Fundada em 2004, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) é a entidade nacional de representação do setor brasileiro de rochas naturais. Com atuação em 17 estados e uma rede que reúne mais de 470 empresas associadas e apoiadas, atua na representação e articulação de um dos principais setores produtores e exportadores de rochas naturais do mundo. A entidade trabalha na defesa dos interesses e no fortalecimento da competitividade da cadeia produtiva, promovendo a interlocução com o poder público, instituições e parceiros estratégicos. Suas iniciativas abrangem desenvolvimento setorial, sustentabilidade, inovação, inteligência e conhecimento, qualificação, promoção comercial e internacionalização, contribuindo para ampliar a competitividade e a presença das rochas naturais brasileiras no Brasil e no exterior.
Sobre a ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
Karina Porto Firme
Head de Comunicação da Centrorochas e It’s Natural – Brazilian Natural Stone