O que acontece quando o corpo muda com o passar dos anos, mas a vontade de estar no palco permanece? É a partir dessa pergunta que Sinfonia de Nenikekamen reúne, quatro décadas depois, artistas da primeira formação da Cia. de Dança Mitzi Marzzuti para falar sobre envelhecimento, memória e permanência na dança. O espetáculo será apresentado de 8 a 11 de outubro, no Theatro Carlos Gomes, em Vitória, com sessões fechadas nos dias 8 e 9 para escolas, instituições de longa permanência e grupos de idosos. Nos dias 10 e 11 de outubro, o espetáculo será aberto ao público, com sessões às 14 e às 19 horas.
A ideia é aproximar públicos diferentes e provocar uma conversa que pode começar no palco, mas continua fora dele. Para os idosos, ver artistas que também envelheceram ocupando a cena pode abrir espaço para identificação e reconhecimento. Para os mais jovens, o espetáculo propõe outro olhar sobre o envelhecimento e sobre as possibilidades que continuam existindo ao longo da vida.
A iniciativa também leva a dança para públicos que nem sempre têm a oportunidade de frequentar o teatro. O encontro entre artistas e espectadores de diferentes gerações faz parte da proposta do projeto, que usa a arte como ponto de partida para falar sobre uma experiência que atravessa todas as pessoas: o passar do tempo.
Marcas do tempo
O espetáculo coloca no palco corpos que carregam marcas do tempo e continuam criando. Liliane Cunha, Tadeu Schneider, Bianca Corteletti, Carolina Aguiar, Jeremias Schaydegger e Marcos Pitanga são bailarinos, coreógrafos e profissionais que seguem ligados à dança e que agora compartilham com o público experiências acumuladas ao longo de mais de 40 anos.
A proposta não é voltar ao passado para repetir o que esses artistas faziam quando eram jovens. É mostrar o que acontece quando eles retornam ao palco sendo quem são hoje. O tempo, nesse caso, não aparece como algo a ser escondido, mas como parte da própria criação.
É justamente aí que entra uma questão que ultrapassa a dança: até quando a sociedade permite que uma pessoa continue ocupando espaços de criação, trabalho e protagonismo depois de envelhecer? Sinfonia de Nenikekamen aborda o etarismo a partir da experiência dos próprios artistas, mostrando que envelhecer também pode significar acumular repertório, ampliar possibilidades e encontrar novas formas de expressão.
Encontro e reflexão
A iniciativa também leva a dança para públicos que nem sempre têm a oportunidade de frequentar o teatro. O encontro entre artistas e espectadores de diferentes gerações faz parte da proposta do projeto, que usa a arte como ponto de partida para falar sobre uma experiência que atravessa todas as pessoas: o passar do tempo.
O próprio nome do espetáculo carrega essa ideia. “Nenikekamen” significa “nós vencemos” e faz referência à história de Fidípides, mensageiro grego associado à origem da maratona. Na montagem, a expressão ganha outro significado: representa a permanência, a resistência e a escolha de continuar fazendo arte.
Quarenta anos de história
Criada em 1986, a Cia. de Dança Mitzi Marzzuti está entre as companhias pioneiras da dança profissional no Espírito Santo. Ao longo de quatro décadas, participou da formação de artistas e da construção da história da dança no Estado. Agora, o reencontro de integrantes da primeira formação marca os 40 anos da companhia e também propõe uma reflexão sobre o que acontece depois que passam os anos de carreira. Sinfonia de Nenikekamen coloca essa pergunta em cena sem esconder o tempo, mas incorporando tudo o que ele trouxe.
A direção artística, coordenação geral e coreografia são de Mítzi Marzzuti. As fotografias são de Carlos Antolini, jornalista e repórter fotográfico com 38 anos de atuação e trabalho dedicado à fotografia artística de dança. Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do Theatro Carlos Gomes e no Sympla. O projeto conta com patrocínio da Lei Rubem Braga de Incentivo à Cultura e da Prefeitura Municipal de Vitória.
Serviço
Sinfonia de Nenikekamen – Cia. de Dança Mitzi Marzzuti
Local: Theatro Carlos Gomes – Vitória
Data: 8 a 11 de outubro
8 e 9 de outubro: sessões fechadas para escolas, instituições de longa permanência e grupos de idosos.
10 e 11 de outubro: sessões abertas ao público, às 14h e às 19h.
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Vendas: bilheteria do Theatro Carlos Gomes, das 14 às 19h e no Sympla: https://www.sympla.com.br/
Informações: (27) 3222-0869 | (27) 99698-0869 | WhatsApp: (27) 99233-2473
Márcia Almeida
Golden Assessoria de Comunicação