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Previsão de tempestades reforça a importância de investir em infraestrutura, planejamento urbano e preparação das comunidades A previsão de chuvas fortes e os avisos de alerta laranja para áreas do país voltam a chamar a atenção para os riscos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma área de baixa pressão próxima ao litoral do Sudeste deve se intensificar e dar origem a um ciclone extratropical na sexta-feira (16), com possibilidade de rajadas de vento no litoral do Sul e do Sudeste. O cenário traz uma pergunta que vai além da previsão do tempo: as cidades e seus moradores estão preparados para uma emergência? A intensidade da chuva é parte do problema, mas as condições de moradia, a infraestrutura urbana e a capacidade de resposta também influenciam a dimensão dos danos. Ruas impermeabilizadas, drenagem insuficiente e ocupação de áreas sujeitas a inundações e deslizamentos aumentam a exposição aos riscos. Com pouco espaço para a água se infiltrar e estruturas que não conseguem escoar grandes volumes, uma tempestade pode interromper o transporte, invadir casas e comprometer serviços essenciais Para Maísa Porto, diretora do Instituto Ideias e especialista em projetos sociais e de relacionamento com comunidades, famílias que vivem em moradias precárias, em encostas ou em áreas sujeitas a inundações podem enfrentar maior exposição aos perigos. A falta de recursos para sair de casa, encontrar um local seguro ou repor o que foi perdido também dificulta a proteção e a recuperação. Enfrentar esse cenário exige integrar o planejamento das cidades ao conhecimento sobre a realidade de quem vive nelas. “Preparar uma cidade envolve obras, serviços e pessoas. É preciso conhecer as áreas de risco, mas também entender quem vive ali, como os moradores recebem informações e de que apoio precisam para agir em uma emergência”, afirma. A dimensão do desafio aparece em um estudo com participação de pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado em 2026. Entre 1991 e 2024, mais de nove em cada dez municípios brasileiros registraram pelo menos um dos desastres analisados, que incluem inundações, enxurradas, alagamentos, tempestades, deslizamentos e secas. No período, esses eventos causaram cerca de 4,7 mil mortes e prejuízos superiores a R$ 740 bilhões. Preparar a cidade e envolver a comunidade A prevenção exige investimentos públicos em drenagem, moradia segura, planejamento urbano e estruturação da Defesa Civil. Para Maísa Porto, ouvir os moradores é essencial. Eles conhecem os pontos que alagam, os caminhos que ficam bloqueados e as pessoas que precisam de ajuda. Esse conhecimento deve orientar os planos de emergência. “As pessoas precisam saber para onde ir, como chegar a um local seguro e quem pode ajudar. Essa organização começa antes da chuva e deve considerar quem precisa de apoio para receber os avisos ou sair de casa”, afirma. Chuvas fortes: saiba como se preparar e agir
Sobre o Instituto Ideias: Com 25 anos de trajetória, o Instituto Ideias atua com soluções socioambientais que conectam pessoas, territórios e decisões. Seu trabalho abrange diagnóstico socioambiental, diálogo social, comunicação, educação ambiental e gestão de riscos. Por Camilla Gumieiro – P6 Comunicação
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