Envelhecer com autonomia: quais cuidados ajudam a preservar a independência ao longo da vida

Dia Internacional das Pessoas Idosas reforça a importância de adotar hábitos e cuidados que contribuam para manter a funcionalidade e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento

Envelhecer faz parte da vida, mas perder a autonomia não precisa ser encarado como uma consequência inevitável da idade. No Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado em 1º de outubro, especialistas reforçam a importância de cuidar da saúde de forma preventiva e contínua para preservar, pelo maior tempo possível, a capacidade de realizar atividades do dia a dia e manter uma vida ativa e independente.

Para a geriatra Tábata Cristina de Oliveira, da Unimed Sul Capixaba, falar sobre envelhecimento saudável significa olhar para a pessoa de forma integral, considerando não apenas a presença de doenças, mas também sua funcionalidade, rotina, relações sociais e capacidade de participar das atividades que fazem parte de sua vida.

“Envelhecer é um processo natural e acontece de maneiras diferentes para cada pessoa. O objetivo do cuidado não deve ser apenas tratar doenças, mas preservar a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida, para que a pessoa continue realizando, dentro das suas possibilidades, as atividades que são importantes para ela.”, explica a médica.

Entre os cuidados que podem contribuir para um envelhecimento com mais autonomia está a prática regular de atividade física, sempre considerando as condições e limitações de cada pessoa. O Ministério da Saúde destaca que manter-se fisicamente ativo contribui para o equilíbrio, ajuda a reduzir o risco de quedas e favorece a manutenção da autonomia e da independência.

“A atividade física não precisa estar associada apenas à prática esportiva. Manter o corpo em movimento, de forma segura e adequada à realidade de cada pessoa, ajuda a preservar força, equilíbrio e mobilidade, que são importantes para tarefas simples do cotidiano.”, afirma Tábata Cristina.

Outro ponto importante é a prevenção de quedas. Alterações de força muscular, equilíbrio, visão e outros aspectos podem aumentar esse risco com o envelhecimento, mas as quedas não devem ser consideradas uma consequência normal da idade. Medidas como manter os ambientes seguros, melhorar a iluminação da casa, evitar obstáculos e avaliar alterações de equilíbrio podem contribuir para a prevenção.

A médica também ressalta a importância do acompanhamento regular da saúde.

“O acompanhamento de saúde permite identificar alterações antes que elas comprometam de forma significativa a rotina. Por isso, é importante não esperar o surgimento de um problema para procurar atendimento. O cuidado preventivo deve fazer parte de todas as fases da vida.”

A alimentação adequada, a atualização da vacinação, o cuidado com a saúde mental, a manutenção dos vínculos sociais e o uso seguro de medicamentos também fazem parte de uma abordagem integral do envelhecimento. O Ministério da Saúde destaca ainda que o cuidado com a pessoa idosa deve considerar seu contexto de vida, funcionalidade e suporte social, e não apenas diagnósticos médicos.

“Autonomia também está relacionada à possibilidade de fazer escolhas e participar da própria vida. Por isso, familiares e profissionais de saúde devem estimular a independência sempre que possível, oferecendo suporte quando necessário, mas evitando substituir a pessoa em atividades que ela ainda consegue realizar.”, completa a geriatra.

Mais do que pensar apenas na longevidade, o cuidado ao longo da vida busca contribuir para que os anos vividos sejam acompanhados de saúde, funcionalidade e qualidade de vida. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento saudável está relacionado à manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar na velhice.

 

 

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Por Raquel de Pinho 

Andréia Lopes Consultoria