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Devido às oscilações térmicas, a prevenção contra doenças comuns nesse período do ano começa antes mesmo dos primeiros sintomas
Neste ano, potencializado pelo El Niño, o inverno – que começa no próximo domingo (21) –, está previsto para ser mais seco e com chuvas mais intensas, o que pode levar ao aumento do número de casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma e bronquiolite. Entenda por que isso acontece e quais são os principais cuidados que se deve ter nesse período.
No frio, as pessoas tendem a se aglomerar em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de vírus respiratórios. De acordo com a infectologista da Unimed Vitória Ana Carolina D’Ettorres, as mudanças climáticas ocasionadas pelo El Niño podem intensificar esse efeito, que já é esperado.
“O fenômeno não causa diretamente as doenças, mas cria um ambiente que as facilita. As ondas de calor e o ar mais seco associados a ele aumentam as internações respiratórias, sobretudo em idosos, crianças e pessoas com doenças preexistentes. Quem tem asma ou rinite precisa ficar atento, porque o ar frio e seco piora esses quadros”, explica.
A especialista alerta que o frio também está associado ao aumento de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. “Pessoas com doenças cardiovasculares devem ter atenção redobrada no inverno. É importante deixar o corpo sempre bem aquecido, e manter uma boa ingestão de água para evitar desidratação”, orienta
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança altera a circulação dos ventos e das correntes marítimas, desorganizando a distribuição de umidade e calor em várias partes do mundo, incluindo o Brasil.
Além disso, ele está associado ao aumento nos casos de arboviroses – doenças virais transmitidas por artrópodes, como mosquitos e carrapatos. “O calor somado às chuvas frequentes proporciona um ambiente ideal para a reprodução de mosquitos transmissores, crescendo o risco de doenças como dengue, Chikungunya e, em áreas específicas, malária”, disse D’Ettorres.
Segundo a infectologista, a prevenção contra doenças comuns nesse período começa antes mesmo dos primeiros sintomas. “São algumas cautelas que devem ser tomadas por toda a família, incluindo cuidadores e crianças, como manter o esquema de vacinação em dia e lavar as mãos com frequência, formando uma barreira de proteção ao redor de quem é mais frágil”, afirma, e acrescenta “em caso de sintomas, a recomendação é ficar em casa e, diante de sinais de alerta, procurar atendimento médico”.
Saiba como se proteger:
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Manter o esquema de vacinação em dia;
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Evitar lugares fechados e aglomerados nos picos virais;
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Manter ambientes bem arejados e ventilados;
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Manter uma boa hidratação;
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Manter a prática de atividade física regularmente;
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Higienizar as mãos com frequência;
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Fazer boas escolhas na hora de se alimentar para fortalecer o sistema imunológico.
Bruna Littig
Analista de Comunicação Empresarial