AVC pode acontecer de forma repentina e reconhecer os primeiros sinais é fundamental

Especialista alerta para sintomas que exigem atendimento imediato e destaca cuidados que ajudam a prevenir a doença
 

Uma dificuldade repentina para falar, um braço que perde a força ou uma alteração no rosto podem parecer sintomas passageiros, mas são sinais que não devem ser ignorados. Em casos de acidente vascular cerebral (AVC), reconhecer o que está acontecendo e buscar atendimento imediatamente pode fazer diferença no tratamento e na recuperação.

O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando há um sangramento. A condição pode provocar diferentes alterações neurológicas e exige avaliação médica o mais rápido possível. No Dia Mundial do AVC, lembrado em 29 de outubro, a atenção se volta justamente para a capacidade de identificar esses sinais.

“O AVC acontece de forma súbita. A pessoa pode estar bem e, de repente, apresentar dificuldade para falar, alteração na força de um lado do corpo, desvio da boca ou perda de equilíbrio. Diante de uma mudança desse tipo, não se deve esperar para observar se vai melhorar. É preciso procurar atendimento imediatamente”, explica o Neurologista da Unimed Sul Capixaba Waldemar Carlos Barros de Algemiro.

Como reconhecer os sinais

Entre os sintomas mais comuns estão fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender o que está sendo dito, alteração na visão, tontura, perda de equilíbrio e dor de cabeça intensa e repentina.

Uma maneira simples de identificar alguns dos principais sinais é observar três ações: pedir que a pessoa sorria, levante os dois braços e repita uma frase. Se houver alteração no sorriso, dificuldade para manter um dos braços levantado ou mudança na fala, a orientação é buscar atendimento de emergência.

“O que preocupa é justamente quando o sintoma aparece de repente. Mesmo que a pessoa melhore alguns minutos depois, isso não significa que o problema deixou de existir. Uma avaliação médica é necessária para entender o que aconteceu e definir a conduta adequada”, orienta o especialista.

A recomendação também é não oferecer medicamentos por conta própria nem esperar que os sintomas desapareçam. O atendimento deve ser realizado por uma equipe de saúde, que poderá avaliar o quadro e solicitar os exames necessários.

Prevenção começa antes da emergência

Embora alguns fatores de risco não possam ser modificados, grande parte deles pode ser acompanhada e controlada ao longo da vida. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso estão entre os principais fatores associados ao aumento do risco de AVC.

Por isso, a prevenção não depende apenas de uma mudança pontual de hábito, mas do acompanhamento contínuo da saúde. Estima-se que até 90% dos casos de AVC possam ser prevenidos, o que reforça a importância desses cuidados ao longo da vida.

“Controlar a pressão arterial, manter o diabetes e o colesterol acompanhados, não fumar, praticar atividade física e cuidar da alimentação são medidas importantes para reduzir o risco. Também é fundamental manter as consultas de rotina, principalmente para quem já apresenta algum fator de risco”, destaca o médico.

A atenção deve ser ainda maior quando existem casos de AVC na família ou condições como hipertensão e diabetes. Nesses casos, o acompanhamento médico ajuda a identificar riscos e manter as doenças sob controle.

Informação também pode salvar vidas

O Dia Mundial do AVC reforça que o conhecimento sobre a doença não deve ficar restrito aos profissionais de saúde. Saber reconhecer uma alteração repentina e entender que ela pode representar uma emergência pode acelerar a busca por atendimento.

“Quando uma pessoa reconhece os sinais e entende que não pode esperar, ela ajuda a reduzir o tempo até o atendimento. No AVC, cada etapa conta. Quanto mais cedo o paciente for avaliado, maiores são as possibilidades de definir rapidamente o tratamento mais adequado”, afirma o especialista.

A orientação, portanto, é simples: diante de uma alteração súbita na fala, no rosto, na força, na visão ou no equilíbrio, não espere os sintomas passarem. Reconhecer o AVC e procurar atendimento imediatamente pode fazer diferença.

Por Raquel de Pinho 

Andréia Lopes Consultoria