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Produção industrial capixaba avança de janeiro a junho, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 32% no período
A indústria do Espírito Santo encerrou o primeiro semestre de 2026 na liderança do crescimento industrial brasileiro. De janeiro a junho, a produção industrial capixaba avançou 20,2% em relação ao mesmo período de 2025, o maior crescimento entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE e acima da média nacional (+1,5%).
O Estado também apresentou o melhor desempenho do país nas outras duas principais bases de comparação de longo prazo. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria capixaba cresceu 20,1%, frente a 0,7% no Brasil. Já na comparação entre junho de 2026 e junho de 2025, o avanço foi de 12,2%, contra 1,7% da indústria nacional. Com o resultado, o Espírito Santo completa 14 meses consecutivos de crescimento de dois dígitos na comparação interanual.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira (11) pelo IBGE e compilada pelo OBSERVATÓRIO FINDES.
O desempenho no primeiro semestre foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 32% em relação ao mesmo período do ano passado, com aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro. A indústria de transformação, por sua vez, registrou retração de 2,8% no período.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, a liderança nacional reforça a força da indústria capixaba e a importância de seguir fortalecendo diferentes segmentos do setor.
“Encerramos o primeiro semestre liderando o crescimento industrial do país, impulsionados pela força da indústria extrativa, que tem papel estratégico na nossa economia. É um resultado muito importante para o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, precisamos avançar também na indústria de transformação, fundamental para agregar valor à nossa produção, atrair investimentos e gerar mais riqueza e oportunidades para o Estado. O desafio é fazer esse crescimento chegar cada vez mais a todos os setores da nossa indústria”, afirma Baraona.

Indústria extrativa cresce 32% no semestre
O avanço da indústria extrativa no primeiro semestre foi acompanhado pelo aumento da atividade de petróleo e gás no Estado. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo produziu, em média, 244,7 mil barris de petróleo por dia, volume 46,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A produção offshore avançou 47,3%, com destaque para o campo de Jubarte, que alcançou média de 179,3 mil barris por dia e cresceu 41,6%. O desempenho foi favorecido pelo navio-plataforma Maria Quitéria, que produziu, em média, 69,7 mil barris por dia no semestre, e pelo campo de Wahoo, com média de 25,4 mil barris diários entre março e junho.
O gás natural também apresentou forte expansão, com crescimento de 69% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2025. No ambiente offshore, a alta chegou a 69,8%, puxada principalmente pelo campo de Jubarte (+71,1%).
Para a economista chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, os resultados mostram a contribuição dos principais ativos de petróleo e gás para o desempenho da indústria extrativa capixaba.
“A produção de petróleo ganhou força neste primeiro semestre com o desempenho do campo de Jubarte, especialmente do FPSO Maria Quitéria, e com a entrada em operação de Wahoo. Esse aumento da atividade offshore ajuda a explicar o avanço expressivo da indústria extrativa e, consequentemente, da produção industrial capixaba no período”, explica.
Outro destaque foi a produção de pelotas de minério de ferro. Segundo os relatórios trimestrais das empresas, a Vale produziu 10,8 milhões de toneladas no Espírito Santo no primeiro semestre, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Já a produção de pelotas e finos de minério de ferro da Samarco alcançou 7,7 milhões de toneladas, crescimento de 8% na mesma comparação.

Indústria de transformação avança em junho, mas acumula retração no semestre
Na passagem de maio para junho, a indústria de transformação capixaba cresceu 3,5%. Entre as atividades pesquisadas, o principal destaque foi a fabricação de produtos de minerais não metálicos, que avançou 1,6%, impulsionada pela maior produção de pedras de construção trabalhadas e de produtos cerâmicos para pavimentação e revestimento.
O resultado dos minerais não metálicos ocorre em um momento de expansão da construção civil no Espírito Santo. Segundo o 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES, o Estado possui 19 mil unidades residenciais e comerciais em construção, crescimento de 10,4% em relação ao levantamento anterior.
No mesmo recorte mensal, a fabricação de produtos alimentícios (-1,5%) e a metalurgia (-6,4%) apresentaram retração. Já no acumulado do primeiro semestre, a indústria de transformação recuou 2,8%. Produtos alimentícios (-9,7%) e celulose, papel e produtos de papel (-6,9%) registraram queda, enquanto metalurgia (+0,2%) e produtos de minerais não metálicos (+0,1%) apresentaram leve crescimento.
Para o presidente da Federação, Paulo Baraona, o cenário reforça a importância de seguir fortalecendo o ambiente de negócios para impulsionar também o desempenho da indústria de transformação.
“A indústria de transformação tem uma contribuição decisiva para uma economia mais diversificada e competitiva. É onde conseguimos agregar valor à produção, estimular novas cadeias, atrair investimentos e gerar empregos cada vez mais qualificados. Precisamos seguir avançando em competitividade e fortalecendo um ambiente de negócios que estimule investimentos e favoreça um crescimento mais robusto desse segmento”, destaca.
Por Anderson Barollo com informações do OBSERVATÓRIO FINDES
Anderson barollo – Comunicação Institucional
Siumara Gonçalves – Comunicação Institucional
Gerencia de Comunicação e Relações Públicas da FINDES